Segundo o Dr. Luiz Augusto Júnior, creatina não é uma solução mágica, mas pode ser uma ferramenta adicional para melhorar a clareza mental e reduzir a sensação de ‘névoa mental’
Um novo estudo voltou a colocar a creatina, suplemento tradicionalmente associado ao ganho de força e desempenho físico, no centro das discussões sobre saúde feminina. Pesquisas sugerem que o nutriente pode ter impacto positivo em sintomas cognitivos da menopausa, como dificuldade de concentração, lapsos de memória e sensação de ‘névoa mental’.
Segundo o Dr. Luiz Augusto Júnior, médico com atuação na saúde da mulher 40+ e fundador do Instituto Amare: “O cérebro feminino passa por mudanças profundas na menopausa, e parte disso envolve o impacto da queda hormonal sobre a produção de energia neuronal. A creatina não é uma solução mágica, mas pode ser uma ferramenta adicional para melhorar a clareza mental e reduzir a sensação de névoa cognitiva quando usada de forma adequada”, explica.
Uma pesquisa liderada por Darinka Korovljev e publicada no Journal of the American Nutrition Association avaliou 36 mulheres na peri e pós-menopausa durante oito semanas. No estudo CONCRET-MENOPA, os pesquisadores investigaram se a suplementação de creatina poderia impactar funções cognitivas e a energia cerebral. Quando elas utilizaram creatina apresentaram melhora no tempo de reação, redução da fadiga mental e maior capacidade de concentração. Embora os resultados sejam promissores, tratam-se de dados iniciais, ainda insuficientes para estabelecer recomendações amplas.
De acordo com o estudo divulgado na National Library of Medicine, mulheres, em geral, possuem níveis naturalmente mais baixos de creatina produzida pelo próprio organismo, uma diferença que pode variar de 70% a 80% em relação aos homens. Isso faz com que a suplementação ao longo da vida desperte cada vez mais interesse científico, justamente pelo seu potencial em suprir essa lacuna fisiológica. O mecanismo proposto é considerado biologicamente plausível. A queda do estrogênio, característica da menopausa, reduz a eficiência do cérebro na produção energética. A creatina, por sua vez, atua como uma reserva rápida de energia dentro das células, o que favorece estabilização em momentos de foco, esforço mental e estresse cognitivo.
Apesar das análises, o Dr. Luiz Augusto Júnior reforça que a suplementação não substitui o acompanhamento clínico. A forma mais estudada é a creatina monohidratada, mas a dose ideal varia conforme peso, rotina, alimentação, sono e condições metabólicas. No consultório Instituto Amare, a creatina é apenas parte de um conjunto de estratégias que incluem qualidade do sono, saúde intestinal, treino de força, manejo do estresse e, quando indicado, reposição hormonal.
“O importante é compreender que nenhum suplemento corrige sozinho todos os sintomas da menopausa. O cuidado precisa ser amplo e personalizado. Mulheres que percebem piora na memória, concentração ou energia mental devem buscar avaliação antes de iniciar qualquer estratégia”, afirma o Dr. Luiz.
Sobre o Dr. Luiz Augusto Júnior
O Dr. Luiz Augusto Júnior é médico com atuação na área da saúde da mulher, com foco em menopausa, equilíbrio hormonal e medicina integrativa. Formado pela Unoeste e com múltiplas pós-graduações, atua com uma visão que integra estilo de vida, nutrição, sono e saúde emocional. Fundador do Instituto Amare, Luiz se dedica a um cuidado humanizado e transformador, guiado por propósito e atualização constante. Acompanhe mais sobre seu trabalho: @institutoamarepp | @dr.luizaugustojunior
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