Da tela dividida e múltiplos controles na casa de amigos ao ambiente online e às arenas lotadas, a tecnologia ajudou a transformar a forma de jogar, competir e acompanhar videogames

Décadas atrás, jogar em multiplayer significava reunir amigos em uma mesma sala, dividindo a tela e os controles de um console. Hoje, essa mesma dinâmica social se expandiu para arenas lotadas e transmissões que reúnem milhões de espectadores simultâneos ao redor do mundo. A ADATA, empresa global de tecnologia especializada em memória e armazenamento, analisa como os jogos multiplayer evoluíram, do entretenimento doméstico à consolidação dos e-sports como fenômeno de escala global.
Nos primeiros anos dos videogames, o multiplayer local era a principal forma de socialização em torno dos jogos. Arcades, consoles e computadores pessoais ofereciam recursos como tela dividida e controles compartilhados, exigindo que os jogadores estivessem fisicamente no mesmo ambiente. A experiência era limitada ao número de controles disponíveis e ao espaço físico, mas carregava um forte componente social, construído pela presença e pela interação direta entre os participantes.
"A popularização da internet mudou profundamente a lógica dos jogos multiplayer. As Lan Houses se consolidaram como importantes pontos de encontro para partidas em rede local e, mais tarde, o multiplayer online eliminou a necessidade de que os jogadores estivessem no mesmo espaço físico. Esse movimento permitiu conectar pessoas de diferentes cidades e países, formando comunidades em torno de títulos competitivos e preparando o terreno para o crescimento dos e-sports", explica Daniel Santarem, Gerente Sênior de Vendas e Marketing da ADATA.
Com a maturidade dessas comunidades, o multiplayer competitivo se profissionalizou. Surgiram equipes organizadas, ligas estruturadas, transmissões ao vivo, narração especializada, patrocinadores e premiações em dinheiro, além de eventos realizados em arenas com grande capacidade de público. Esse movimento consolidou os e-sports como uma indústria própria, com audiência crescente e presença relevante em plataformas de streaming.
Os números recentes ilustram esse crescimento. O Mundial de League of Legends de 2025 registrou pico de aproximadamente 6,75 milhões de espectadores simultâneos durante uma partida, segundo dados da Esports Charts. Já o VALORANT Champions 2025 alcançou cerca de 1,47 milhão de espectadores simultâneos em seu pico, de acordo com a mesma fonte. Em termos de mercado, a consultoria Grand View Research estima que o setor global de e-sports foi avaliado em US$ 2,6 bilhões em 2025, com projeção de alcançar US$ 3,3 bilhões em 2026. É importante destacar que "pico de espectadores simultâneos" mede o maior número de pessoas assistindo em um mesmo momento, não a audiência total acumulada ao longo do evento.
Conexões mais estáveis, maior capacidade de processamento e avanços em memória e armazenamento ajudaram a tornar as partidas online mais fluidas e consistentes, especialmente em cenários competitivos. Para a ADATA, essa evolução tecnológica acompanhou a transformação da própria experiência de jogar.
“A evolução do multiplayer foi impulsionada tanto pela criatividade da indústria de games quanto pelo amadurecimento da infraestrutura tecnológica. Hoje, a expectativa dos jogadores vai além de simplesmente conseguir se conectar: envolve experiências responsivas e confiáveis, capazes de acompanhar partidas cada vez mais dinâmicas e competitivas”, avalia Santarem.
A trajetória dos jogos multiplayer mostra como a dimensão social dos games se transformou e segue se transformando ao longo dos anos. A experiência que um dia esteve restrita a um único ambiente hoje conecta comunidades, fãs, criadores de conteúdo e atletas digitais em escala global, sustentada por uma infraestrutura tecnológica em constante evolução.


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