Com mais de 300 obras instaladas no Brasil e no exterior, artista plástico destaca o papel das esculturas monumentais na identidade cultural e no turismo das cidades
Com uma trajetória marcada pela criação de mais de 300 obras monumentais espalhadas pelo Brasil e por países como Suíça, Alemanha e China, o escultor Adélio Sarro transforma praças e santuários em verdadeiros museus a céu aberto. Com monumentos que chegam a até 17 metros de altura, o artista possui obras em cidades como Aparecida do Norte e São Caetano do Sul, no estado de São Paulo.
As criações geralmente representam esportes, cenas do cotidiano e homenagens à religião e ao local em que foram inseridas, como é o exemplo das imagens que retratam Nossa Senhora Aparecida, de 5 a 7 metros de altura, e estão instaladas no famoso Santuário Nacional de Aparecida.
Para ele, as construções devem gerar interesse do público e construir um sentimento de pertencimento para os cidadãos. “Ao criar uma obra monumental, é necessário pensar que elas devem se tornar um símbolo para as pessoas. Para quem está visitando, é uma lembrança de sua viagem, enquanto para quem reside na cidade, é um espaço de recordações do que viveu”, afirma o artista.
Já em São Caetano do Sul, cidade que abrigou grandes nomes do esporte Salto com Vara, sendo considerada grande pólo de atletismo, Sarro produziu um monumento, em formato de chafariz, que mostra a modalidade.
Segundo o artista, quando ele cria monumentos, considera o contexto e as características da cidade em que as esculturas serão expostas. “A arte precisa fazer as pessoas sentirem. Quando faço esculturas que ficarão em espaços públicos, sempre penso que os espectadores precisam identificar a cidade e se identificarem com o que eu produzo. Não penso apenas em esculpir o que foi pedido, mas entender como aquele monumento se tornará uma memória coletiva do lugar”, ressalta Adélio Sarro.
Atravessando fronteiras
No exterior, o artista tem o monumento Fases da Vida, fixado em frente ao maior hospital católico de Kevelaer, na Alemanha. A arte mostra os ciclos da vida de um ser-humano, desde criança até idoso, e combina com a rotina de um hospital, local que testemunha diariamente nascimentos, curas e o envelhecimento.
Para Sarro, as esculturas expostas em locais públicos mantêm o legado das cidades, independentemente do país que estejam.
“Os monumentos deixam um legado que continuará inspirando, educando e despertando o sentimento de pertencimento por muitos anos. É uma forma de conectar diferentes gerações e manter vivas as memórias que ajudam a construir a nossa identidade”, finaliza Adélio Sarro.
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