Durante o Outubro Rosa, o foco volta-se à importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama — mas, nos bastidores da ciência, tecnologias de alta precisão estão transformando a forma como essa doença é compreendida e tratada.
Uma delas é a espectrometria de massas, técnica laboratorial que permite “enxergar” o câncer em nível molecular, analisando proteínas, metabólitos e outras moléculas das células. Embora ainda não seja um exame realizado diretamente em pacientes, é usado em laboratórios e centros de pesquisa para estudar amostras biológicas — como sangue ou tecido tumoral — e gerar informações que apoiam o desenvolvimento de novos testes diagnósticos e terapias mais precisas.
“Quando olhamos o câncer de mama apenas por exames de imagem, vemos o tumor. Mas com a espectrometria de massas conseguimos entender o que acontece dentro das células, quais proteínas estão alteradas, quais vias metabólicas estão ativas”, explica Luiz Fernando Santos, consultor de Ciências “Ômicas” e Biofármacos na Thermo Fisher Scientific
A tecnologia permite investigar o proteoma das células tumorais — o conjunto de proteínas que regula seu funcionamento — e detectar modificações pós-translacionais, pequenas alterações químicas que ajudam a revelar como o câncer se desenvolve ou responde ao tratamento. Essas análises aprofundam o entendimento dos mecanismos moleculares da doença, favorecendo a identificação de biomarcadores e de novos alvos terapêuticos.
Entre os equipamentos mais avançados nessa área está a série de equipamentos que contam com analisadores Orbitrap, exclusivos da Thermo Fisher Scientific, amplamente utilizado em projetos de pesquisa oncológica, proteômica e metabolômicaem universidades e hospitais no mundo todo. Também aplicado no monitoramento da resposta, ele permite observar se a medicação está funcionando ou se o tumor desenvolveu resistência — informações que possibilitam ajustes mais rápidos e eficazes nos tratamentos.
“A espectrometria de massas está ajudando a transformar o câncer de mama em uma doença cada vez mais compreendida e tratável. Essas análises já são aplicadas em pesquisas clínicas e contribuem diretamente para o desenvolvimento de novos testes diagnósticos e terapias personalizadas,” afirma Luiz Fernando.
Consolidada como uma aliada essencial da oncologia de precisão, a espectrometria de massas aproxima a ciência do ideal de um cuidado mais personalizado, preventivo e humano.
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