Levantamento do Grupo Memorial mostra que o serviço já responde por 15% da demanda funerária na Grande São Paulo, impulsionando mudanças no comportamento das famílias brasileiras
São Paulo, agosto de 2026 - A cremação vem conquistando cada vez mais espaço entre as famílias brasileiras e trazendo mudanças no mercado funerário. Levantamento do Grupo Memorial, instituição do ramo funerário e cemiterial com 45 anos de atuação na Grande São Paulo, mostra que a procura pelo serviço cresce, em média, 8% ao ano e já responde por cerca de 15% da demanda em relação aos sepultamentos tradicionais, participação que vem aumentando de forma consistente e reflete uma mudança no perfil das famílias brasileiras.
O movimento acompanha uma tendência global de transformação no comportamento diante da morte: segundo a consultoria Business Research Insights, o mercado mundial de cremação deve saltar de US$ 3,51 bilhões em 2026 para US$ 6 bilhões até 2035.
Segundo Carmen Martins, gerente-geral do Grupo Memorial, a decisão pela cremação está relacionada a uma combinação de fatores culturais, econômicos e as próprias transformações da sociedade. “A escolha pela cremação não pode ser vista apenas como uma questão de preferência ou de organização da despedida. Estamos falando de uma mudança na forma como as famílias se relacionam com a morte, com a memória e com os rituais de despedida. Hoje, vemos diferentes motivações para essa escolha, que passam por questões financeiras, por novas configurações familiares e também por uma maior abertura de algumas tradições religiosas”, afirma.
Além dos aspectos culturais, fatores econômicos também ajudam a explicar a busca pela cremação. Em muitos casos, o processo representa um investimento menor do que o sepultamento tradicional, já que dispensa despesas relacionadas à aquisição de jazigos e aos custos de manutenção. Ao mesmo tempo, algumas tradições religiosas que historicamente apresentavam restrições passaram, nos últimos anos, a aceitar melhor a cremação, o que trouxe novas possibilidades para famílias que desejam seguir as crenças e, ao mesmo tempo, optar por esse tipo de despedida.
Esse cenário tem impulsionado um novo modelo de operação no mercado funerário. Com a alta demanda por processos integrados, locais capazes de reunir velório, cerimônia e crematório em um único espaço ganham força e relevância. Além de reduzir deslocamentos entre diferentes endereços, esse formato permite que as etapas da despedida sejam conduzidas de maneira coordenada e acolhedora.
“Percebemos que a integração dos serviços passou a ser um diferencial importante. Quando todas as etapas acontecem em um único espaço, como aqui no Grupo Memorial, conseguimos oferecer uma jornada mais organizada para as famílias, reduzir a burocracia e proporcionar um atendimento mais coordenado em um momento tão delicado”, explica Carmen.
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