Nos últimos anos, a Comunicação Institucional no Brasil tem enfrentado um processo de enfraquecimento que ameaça a imagem e a credibilidade de muitas organizações, sejam elas públicas, privadas ou do terceiro setor. O consultor e gestor de Comunicação Institucional Wagner Teixeira avalia que a área foi reduzida a uma função meramente estética, quando deveria ser o núcleo estratégico da identidade e do relacionamento das instituições com seus públicos.
“Hoje vemos muitos profissionais que poderiam ser grandes gestores de comunicação, mas que, por falta de espaço e reconhecimento, acabaram se limitando ao design. A comunicação institucional não pode ser reduzida a artes para redes sociais. Ela envolve estratégia, posicionamento e gestão de relacionamento”, afirma Wagner.
Entre as causas dessa crise, ele aponta o desinteresse das organizações em investir na identidade institucional, a ausência de contratação de profissionais especializados e os cortes de custo que rebaixaram o setor a uma função de produção rápida e desleixada, sem bom gosto e sem estratégia. “O que deveria ser planejamento de médio e longo prazo virou improviso diário”, observa o consultor.
O uso de novas tecnologias e o altíssimos número de profissionais da área do Design não é o suficiente para gestores construírem grandes projetos, aponta.

Para Wagner, é urgente retomar a compreensão de que comunicação institucional não é apenas design, mas um conjunto de práticas que estruturam o valor da marca e fortalecem sua imagem perante funcionários, clientes, membros, sócios e a sociedade. Isso inclui desde o branding até a gestão da comunicação interna e externa, passando por programas e campanhas, muitas vezes presenciais, como eventos de integração e captação de parceiros.
“A comunicação institucional deveria cuidar de relatórios internos, da construção de parcerias, da produção de publicações, do relacionamento com a mídia, da articulação de eventos e até da formação de líderes capazes de representar a organização com clareza. É um trabalho de bastidor, mas também de visibilidade pública”, explica Wagner.
Outro ponto levantado pelo consultor é a fragmentação das áreas de comunicação. Segundo ele, Nos últimos anos, a Comunicação Institucional no Brasil tem enfrentado um processo de enfraquecimento que ameaça a imagem e a credibilidade de muitas organizações, sejam elas públicas, privadas ou do terceiro setor. O consultor e gestor de Comunicação Institucional Wagner Teixeira avalia que a área foi reduzida a uma função meramente estética, quando deveria ser o núcleo estratégico da identidade e do relacionamento das instituições com seus públicos.
“Não é gasto, é investimento. Uma boa comunicação institucional economiza crises, fortalece a marca e abre portas para novas oportunidades. Enquanto não houver essa consciência, continuaremos presos a posts improvisados em redes sociais que se perdem em segundos, sem deixar legado”, conclui o consultor. “Tenho buscado construir pontes entre essas áreas. Quando conseguimos integrar publicidade, design, marketing, jornalismo, mídias digitais e tecnologia, o resultado é poderoso. Mas, infelizmente, a maioria das organizações ainda não entendeu isso.”
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