Até 2030, mais de 1 bilhão de mulheres estarão passando pela menopausa, com 25 milhões entrando nessa fase anualmente. A menopausa, uma etapa natural da vida feminina, ainda é cercada de tabus e equívocos, especialmente quando se fala de seu tratamento. Durante décadas, um estudo divulgado nos 2000 associou a terapia hormonal a graves riscos à saúde, gerando um medo generalizado que, até hoje, impacta o cuidado com a saúde da mulher.
O estudo em questão analisava o uso de hormônios sintéticos em mulheres fora da janela ideal da menopausa. No entanto, a interpretação equivocada de seus resultados levou à interrupção de terapias hormonais, privando milhões de mulheres de uma possível melhora na qualidade de vida durante essa fase. Para o Dr. Luiz Augusto Silva, médico especialista em climatério e saúde da mulher 40+, essa falha teve consequências dramáticas.
“Falhamos com 20 milhões de mulheres. Essa é uma das maiores tragédias médicas da nossa era. Tudo começou nos anos 2000, quando um estudo ganhou repercussão mundial ao associar a terapia hormonal a riscos como câncer, infarto e AVC. O que poucos perceberam à época é que aquele estudo não avaliou a terapia utilizada hoje, pois analisava o uso de hormônios sintéticos em mulheres que já estavam há muitos anos após a menopausa, fora da chamada janela de equilíbrio, período em que o corpo ainda responde de forma positiva ao tratamento. O resultado foram dados distorcidos, conclusões precipitadas e uma geração inteira de mulheres que pagou o preço: anos de cansaço constante, noites mal dormidas, queda da libido, lapsos de memória e uma tristeza difícil de nomear”, disse o Dr. Luiz Augusto Silva, que também é fundador do Instituto Amare.
Hoje, novas evidências científicas mostram que, quando a terapia hormonal é indicada corretamente, usando hormônios bioidênticos e com acompanhamento médico especializado, os benefícios podem ser significativos.
Neste contexto, o Dr. Luiz Augusto cita 5 benefícios da terapia hormonal quando bem indicada:
- Melhora da qualidade de vida: ajuda a aliviar sintomas como ondas de calor, insônia, alterações de humor e fadiga, permitindo mais bem-estar no dia a dia.
- Redução de riscos cardiovasculares: quando iniciada na janela correta da menopausa, pode contribuir para a proteção do coração e da saúde vascular.
- Proteção da saúde óssea: auxilia na prevenção da perda de massa óssea, reduzindo o risco de osteopenia e osteoporose ao longo dos anos.
- Preservação da cognição: pode ter impacto positivo na memória, concentração e clareza mental, frequentemente afetadas nessa fase.
- Equilíbrio metabólico e hormonal: contribui para melhor controle do metabolismo, composição corporal e equilíbrio geral do organismo.
Sobre o Dr. Luiz Augusto Silva
O Dr. Luiz Augusto Silva é médico especializado na saúde da mulher, com foco em menopausa, equilíbrio hormonal e medicina integrativa. Formado pela Unoeste e com múltiplas pós-graduações, atua com uma visão que integra estilo de vida, nutrição, sono e saúde emocional. Fundador do Instituto Amare, Luiz se dedica a um cuidado humanizado e transformador, guiado por propósito e atualização constante. Acompanhe mais sobre seu trabalho: @institutoamarepp | @dr.luizaugustojunior
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