Hoje, Fabiano Braga atua em Xangri-Lá, litoral do Rio Grande do Sul. A cidade está no topo da valorização imobiliária no Estado e na rota da “interiorização do luxo no Brasil”.
Em um mercado onde os valores de imóveis podem ultrapassar a cifra dos milhões, uma pergunta que não quer calar é: quanto pode ganhar um corretor imobiliário? Um exemplo que pode responder isso é Fabiano Braga.
O corretor, hoje considerado um dos principais especialistas em negociações imobiliárias do Rio Grande do Sul conta que, em seis meses, no início da carreira, passou de um usuário do transporte público – metrô – para proprietário de um dos carros mais sofisticados: um Jaguar.
“Minha primeira venda me fez querer trabalhar mais para conseguir efetivar uma segunda negociação e assim por diante. Uma venda, se não mudar – literalmente – a vida de um corretor, pode provocar uma virada de chave”, afirma.
O valor conquistado em comissionamento nesses seis primeiros meses da carreira dele não foi divulgado, mas Fabiano afirma que essas mesmas vendas, além de provocarem um salto enorme na conta bancária, renderam o título de destaque no segmento e uma visibilidade maior.
Mas a mudança de patamar e do estilo de vida de um corretor, ainda que ocorra de forma súbita, não significa que foi fácil, muito menos tranquila. Ao contrário do que muitos ainda imaginam, a entrada de um profissional no mercado imobiliário nem sempre é romântica, mas completamente pragmática.
Fabiano, no caso, deu início como corretor em Porto Alegre, em meados de 2011, sem nenhum ‘apadrinhamento’ ou histórico familiar, mas sim por um único sentimento: a necessidade. “Vi um anúncio de uma imobiliária que oferecia ajuda de custo. Eu nem sabia o que era corretagem, mas só o fato de ter ajuda de custo já era suficiente, de tanta necessidade que eu estava”, relembra.
A descoberta de um nicho
Mesmo após atingir o topo da corretagem imobiliária no Rio Grande do Sul, a ideia de se especializar em um nicho fez mais sentido do que nunca e virou o impulso para o passo seguinte. A escolha de um novo terreno de trabalho – esse visto por como fértil à evolução do setor foi Xangri-Lá, o litoral gaúcho.
A cidade, que conta com pouco mais de 15 mil habitantes — é considerada como a capital dos condomínios e tem sido enxergada como um forte candidata para o principal polo imobiliário da região Sul. Em 2025, a região atingiu a marca de R$ 1.7 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV), segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscom-RS), colocando holofotes em uma tendência clara: o luxo está se interiorizando. Aliado a isso, aspectos como a valorização imobiliária ocorrida na região — no ano passado, a cidade liderou a valorização de imóveis no estado gaúcho, superando inclusive a capital, Porto Alegre.
O segredo
Mas o que realmente chamou — e continua chamando — a atenção não foi a escalada financeira, mas sim o método. Para Fabiano, que hoje que vem dominando a corretagem no mercado imobiliário de Xangri-Lá, enquanto o mercado insiste em ser generalista, a aposta em nicho e em posicionamento transforma a carreira de um profissional da água para o vinho.
Para se ter uma ideia, ele revela que seus ganhos giram entre R$ 1 e R$ 2 milhões ao ano, montante vindo só da corretagem própria.
Atualmente, Fabiano Braga tem buscado inspirar outros corretores — muitos deles novos no mercado — a conquistar o mesmo que ele conquistou 15 anos atrás. Hoje, dono da própria imobiliária, a empresa dele conta com 32 profissionais em corretagem. Braga não comenta o quanto a empresa movimenta em Valor Geral de Vendas (VGV), mas, no site da imobiliária gerida por ele, existem imóveis de cinco suítes, 950 m² e localizados na Enseada Lagos, à bagatela de quase R$ 23 milhões.
Comentários
Entrar para interagir
Nenhum comentário ainda.