Empresas reforçam estratégia para 2026 diante de cenário regulatório incerto

Empresas reforçam estratégia para 2026 diante de cenário regulatório incerto

Estamos ao fim de 2025 com um olhar que combina otimismo e prudência. O agronegócio continua sendo um dos principais motores da economia brasileira, mas enfrenta um ambiente de grande volatilidade, com margens pressionadas, juros elevados e transformações significativas no ambiente regulatório. Isso nos exige um plano estratégico mais profundo, conectado com dados e adaptável à realidade.

Na Horsch, tratamos 2026 com muito cuidado. O planejamento deixou de ser conservador e passou a ser altamente integrado aos fatores externos, exigindo testes de cenários, foco em eficiência de capital e decisões apoiadas em indicadores concretos. Seguimos investindo fortemente em inovação e portfólio, mas com uma atenção redobrada às finanças e à sustentabilidade do negócio.

Aprendizados recentes moldam o caminho

Os últimos dois anos foram marcados por grande aprendizado. A complexidade dos cenários, tanto na parte fiscal quanto econômica, e os desafios de gestão em períodos turbulentos, nos ensinaram a aprimorar a forma como controlamos estoques, capital de giro, previsão de demanda e qualidade de produto.

Ao mesmo tempo, ampliamos nosso portfólio de máquinas para atender melhor às necessidades dos nossos clientes. Tudo isso fortaleceu nossa convicção de que a estratégia para 2026 deve ser realista, baseada em dados e nos aprendizados acumulados.

Continuamos a direcionar esforços e recursos fortemente para pesquisa e desenvolvimento, com foco em entregar ao agricultor máquinas que proporcionem mais eficiência, sustentabilidade e resultado. Equipamentos mais modernos, com alta precisão, conectividade e preparados para agricultura de alta performance, incluindo máquinas autônomas, já estão em operação no Brasil, uma realidade que nos posiciona de forma competitiva e comprometida com o futuro do agro.

Além disso, temos investido em digitalização e uso de dados, não só para melhorar nossos produtos, mas para tornar nossa operação industrial mais eficiente.

Da mesma forma, acompanhamos de perto as mudanças tributárias, ambientais e trabalhistas no Brasil. Nosso alinhamento com a matriz na Alemanha é permanente, especialmente quando se trata de temas ambientais, que estão ganhando mais espaço na agenda da agricultura global.

Na Horsch, a proteção dos recursos naturais é parte vital da estratégia. Nossas máquinas são desenvolvidas para economizar insumos, conservar o solo e reduzir emissões, contribuindo diretamente para a sustentabilidade da agricultura brasileira e para a redução de CO₂.

O ESG faz parte do nosso plano estratégico de 2026. Isso se traduz no desenvolvimento de máquinas com menor impacto ambiental, na valorização dos nossos colaboradores, no relacionamento com a comunidade local e no fortalecimento de controles internos, sempre em alinhamento com as práticas globais do grupo.

Nossa atuação está diretamente conectada com as tendências mundiais, como a necessidade de produzir mais com menos impacto, e a busca por soluções locais diante das dificuldades no comércio internacional. Por isso, estamos focados em aumentar o conteúdo local das nossas máquinas, fortalecendo nossa cadeia de valor no país.

O papel estratégico do Paraná

O Brasil é estratégico para o Grupo Horsch, e o Paraná tem protagonismo nesses planos. A região oferece uma base industrial sólida, mão de obra qualificada e condições logísticas e fiscais favoráveis, o que nos levou a investir em um terreno de 400.000 m² em Curitiba, onde está localizada a nossa primeira fábrica no país. Esse investimento reflete nossa confiança de que o maior crescimento do Grupo Horsch nos próximos anos virá do Brasil. E temos certeza de que o Paraná é o lugar certo para isso.

Stefan Vorwerk é COO da Horsch do Brasil Ltda, associada da AHK Paraná.

Sobre a AHK Paraná - Estimular a economia de mercado por meio da promoção do intercâmbio de investimentos, comércio e serviços entre a Alemanha e o Brasil, além de promover a cooperação regional e global entre os blocos econômicos. Essa é a missão da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), entidade atualmente dirigida por Lourdes Manzanares, a primeira diretora mulher da AHK Paraná.    

Assinatura

Julia Abdul Hak

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