Fertilizante com menor concentração de nutrientes: uso exige suporte técnico

Fertilizante com menor concentração de nutrientes: uso exige suporte técnico

Suporte técnico. Essa é a principal alternativa quando o produtor rural resolve mudar a formulação do fertilizante utilizado em sua lavoura. A reavaliação deve incluir a calagem, que tem o calcário agrícola como um dos principais insumos. 

Especialistas apontam, em 2025, um aumento no consumo total de fertilizantes próximo de 8% no Brasil. O crescimento se deu com a maior participação de formulações com menor concentração de nutrientes, como o superfosfato simples. Fertilizantes mais concentrados apresentaram preços menos competitivos devido à volatilidade do mercado global e à menor disponibilidade de insumos.  

A troca leva em conta a necessidades de revisão de custos na produção e ajustes diante dos preços das commodities. As recentes questões geopolíticas, como o conflito no Irã, também pressionam o mercado. 

Para a troca, o engenheiro agrônomo deve ser ouvido. Esse apoio evita prejuízos, como menor produtividade ou deficiência nutricional. 

“O agrônomo avaliará, por exemplo, se maiores quantidades de fertilizantes menos concentrados elevarão os gastos com fretes, mão-de-obra e maquinário”, afirma o engenheiro agrônomo Jairo Hanasiro, especialista em fertilidade do solo. 

Porém, abre-se uma oportunidade de revisar custos da adubação e balanço nutricional à disposição do solo. Em alguns casos, os nutrientes secundários ganham espaço. 

O fertilizante rende melhor quando aplicado após a calagem. "Corretivos de acidez, como o calcário, melhoram o aproveitamento e a eficiência dos adubos minerais, reduzindo perdas e aumentando a sua disponibilidade para as plantas", fala Hanasiro. 

O presidente do Sindicato das Indústrias de Calcário de São Paulo (Sindical), João Bellato Júnior, aponta uma defasagem no uso desse insumo no estado. “Deveríamos estar aplicando até 7 milhões de toneladas todo ano, mas São Paulo consome 5 milhões”, estima Bellato. 

Todas as culturas pedem cuidados especiais com o solo, inclusive as predominantes no estado – laranja, cana-de-açúcar e grãos. Segundo Jairo Hanasiro, as boas práticas de manejo de solo têm início com a análise laboratorial da terra. Dessa análise, virão dados que guiarão a orientação do agrônomo. 

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