Human Skills: o que são e como as empresas podem desenvolver essas habilidades entre os colaboradores?

Human Skills: o que são e como as empresas podem desenvolver essas habilidades entre os colaboradores?

Para especialista da Afferolab, com automação de tarefas técnicas, competências socioemocionais garantem relevância profissional e impacto nas organizações

Alessandra Lotufo, Sócia e Managing Director da Afferolab

A automação tem avançado em diversos setores, inclusive no ambiente corporativo, que vem sendo transformado por novos recursos baseados em inteligência artificial (IA). Com isso, surge uma questão fundamental: o que realmente torna as pessoas indispensáveis no ambiente de trabalho? 

Para Alessandra Lotufo, sócia e Managing Director da  Afferolab, consultoria de aprendizagem corporativa, a resposta aponta para as Human Skills, um conjunto de competências comportamentais e socioemocionais que definem como as pessoas interagem, colaboram, resolvem problemas complexos e se adaptam a mudanças. 

Diferentemente das hard skills (habilidades técnicas), que podem ser automatizadas, as Human Skills são intrinsecamente humanas e, segundo especialistas, representam o diferencial estratégico para o futuro.

 

O que são Human Skills?

“Também conhecidas como soft skills ou competências socioemocionais, essas habilidades referem-se às qualidades pessoais que nos permitem interagir eficazmente com outras pessoas e gerenciar a nós mesmos. Elas são a base de como construímos relacionamentos, lideramos equipes, comunicamos ideias e navegamos em ambientes complexos e incertos”, explica Alessandra.

 

Segundo a especialista, habilidades como comunicação eficaz, pensamento crítico, colaboração, inteligência emocional e adaptabilidade têm sido cada vez mais valorizadas, contrastando com exigências anteriores, focadas predominantemente nas hard skills, ou seja, nas capacidades técnicas.

 

Por que as Human Skills são tão importantes agora?

A crescente automação de tarefas rotineiras e técnicas libera os profissionais para se concentrarem em atividades que exigem julgamento, criatividade, empatia e colaboração – capacidades onde a tecnologia ainda encontra limites. Dados do World Economic Forum (WEF) corroboram essa tendência, prevendo que, até 2030, as habilidades comportamentais serão tão ou mais importantes que as técnicas para a maioria das profissões.

 

Uma pesquisa da Afferolab, intitulada “Mind The Soft Gap”, mapeou as competências mais relevantes para o futuro do trabalho no Brasil, identificando seis habilidades humanas como cruciais:

 

  1. Aprendizado contínuo e curadoria de conhecimento: a capacidade de aprender a aprender e filtrar informações relevantes;
  2. Inteligência relacional e construção de redes: habilidade de construir e manter relacionamentos produtivos;
  3. Pensamento crítico e tomada de decisão em ambientes incertos: capacidade de analisar informações complexas e tomar decisões ponderadas;
  4. Gestão de energia e saúde mental: habilidade de gerenciar o próprio bem-estar para manter a produtividade e a resiliência;
  5. Criatividade e experimentação: capacidade de gerar novas ideias e testá-las;
  6. Fluência digital e Inteligência Artificial: entender e utilizar tecnologias digitais, incluindo IA, de forma eficaz e ética (uma human skill aplicada ao contexto digital);

 

O futuro é humano

Diante desse panorama, a especialista ressalta que investir nessas competências não só garante a relevância do profissional, mas também impulsiona o desempenho organizacional, promovendo equipes mais coesas, inovadoras e adaptáveis.

 

Para Alessandra, enquanto a tecnologia avança, são as habilidades genuinamente humanas que garantirão a capacidade de adaptação, inovação e colaboração. Além disso, a executiva acredita que o investimento no desenvolvimento das Human Skills não é apenas uma estratégia de T&D, mas um caminho fundamental na resiliência e no sucesso futuro das organizações e de seus colaboradores.

 

"Estamos em um momento onde não basta saber fazer. É crucial saber interagir, colaborar e co-criar. Investir no desenvolvimento de human skills é investir na capacidade adaptativa e inovadora das organizações, preparando-as para um futuro em constante evolução", conclui a executiva.

 

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Gyovanna Pellin

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