O Impact Hub completou 20 anos em 2025 e consolidou-se como uma das principais redes globais voltadas para a economia de impacto. Com 151 unidades distribuídas em mais de 60 países e uma comunidade de 500 mil membros, a organização tem ampliado iniciativas que conectam empreendedores, empresas e governos em projetos de inovação socioambiental. Os dados constam no Impact Hub Network Report 2024–2025, que reúne resultados de programas conduzidos nos últimos anos.
De acordo com o levantamento, ações apoiadas pela rede têm contribuído para a criação de cerca de 15 mil empregos por ano, além de estimular a adoção de modelos de negócio focados em impacto social, inclusão produtiva e transição para uma economia de baixa emissão. Os programas abrangem temas como economia circular, saúde, agricultura, diversidade e fortalecimento de cadeias produtivas.
"A economia de impacto deixou de ser marginal e passou a ocupar espaço estratégico nas decisões de desenvolvimento e investimento", afirma Licia Mesquita, presidente da Associação Impact Hub Brasil. Segundo ela, o fortalecimento do ecossistema tem ampliado a demanda por soluções capazes de conciliar impacto socioambiental e retorno econômico. “Cada vez mais empresas e governos buscam modelos que integrem inovação e sustentabilidade”, diz.
Atuação em quatro frentes
A rede opera atuando com os mais variados segmentos: empresas, setor público, empreendedores, terceiro setor e academia. No campo corporativo, programas internacionais e nacionais têm apoiado companhias na adoção de práticas sustentáveis e no desenvolvimento de pilotos com startups. Entre os exemplos estão iniciativas voltadas para redução de emissões, circularidade e saúde.
No setor público, governos locais e multilaterais têm recorrido à organização para desenvolver políticas de inovação aberta e social, capacitação de lideranças e projetos de emprego verde. Já entre empreendedores, a rede concentra esforços em aceleração, formação e conexão com investidores.
A governança global permite que projetos desenvolvidos em diferentes países sejam replicados e ampliados. Para Licia, o modelo contribui para a escalabilidade das soluções. “O impacto que observamos resulta da combinação de iniciativas locais com a capacidade global de articulação da rede. Isso acelera a difusão de modelos sustentáveis e amplia oportunidades para empreendedores”, afirma.
Avanço do ecossistema
A economia de impacto tem atraído governos, empresas e fundos internacionais interessados em incorporar critérios ambientais, sociais e de governança em suas decisões. Segundo o relatório, o avanço da agenda cria oportunidades para novos investimentos, projetos de inovação e parcerias público-privadas.
Licia avalia que o momento é positivo para ampliar a participação de diferentes atores. “Existe espaço para que grandes empresas, startups e organizações sociais atuem de forma integrada. Nosso papel é fortalecer essa ponte e oferecer condições para que soluções ganhem escala”, diz.
Perspectivas
O Impact Hub prevê ampliar a oferta de programas regionais e reforçar a articulação internacional nos próximos anos. A expectativa é aumentar o volume de iniciativas voltadas para clima, desenvolvimento territorial e métricas de impacto, áreas que têm atraído maior atenção de investidores e formuladores de políticas públicas.
"Os próximos anos serão decisivos para consolidar modelos de impacto capazes de gerar desenvolvimento e inclusão. A rede está estruturada para apoiar essa transformação em escala global", afirma a presidente.
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