Convidado pela UAL, fundador da Macfor, Fabrício Macias, apresentou como a criatividade humana se torna diferencial competitivo em um cenário de campanhas cada vez mais semelhantes
O especialista em direção criativa Fabrício Macias, fundador da agência Macfor, foi convidado para ministrar aula especial na University of the Arts London (UAL), campus de Granary Square, um dos principais polos de inovação, design e economia criativa de Londres, para uma aula especial sobre criatividade, inovação e os desafios da criação em um mercado cada vez mais influenciado pela inteligência artificial. Durante o encontro, Fabrício apresentou campanhas desenvolvidas pela Macfor e discutiu como a construção de ideias não óbvias continua sendo um diferencial competitivo para empresas, marcas e profissionais da comunicação.
O convite foi feito pela instituição inglesa e reuniu estudantes interessados em compreender como marcas e agências podem desenvolver campanhas originais em um cenário em que ferramentas de IA generativa vêm tornando os processos criativos mais rápidos, mas também mais homogêneos.
Segundo o especialista, o avanço da inteligência artificial exige uma reflexão sobre o próprio conceito de criatividade. “Hoje temos acesso às mesmas ferramentas, aos mesmos modelos e, muitas vezes, aos mesmos prompts. O resultado é que grande parte da produção criativa começa a parecer igual. A criatividade passa a estar menos na execução e mais na capacidade de enxergar conexões que ninguém viu, identificar tensões culturais e construir narrativas que fogem do senso comum”, afirma Fabrício Macias.
A aula abordou como dados, tecnologia e inteligência artificial podem ampliar o potencial criativo sem substituir o olhar humano responsável por gerar diferenciação. Entre os temas discutidos estarão o papel da direção criativa na era da IA, a padronização crescente das campanhas digitais, a importância da interpretação cultural e o desenvolvimento de estratégias capazes de gerar impacto real nos negócios.
Para os estudantes da UAL, o encontro também foi uma oportunidade de contato com experiências práticas do mercado brasileiro, mostrando como campanhas orientadas por dados podem coexistir com processos criativos autorais e inovadores.
“A IA é uma ferramenta extraordinária, mas não pode ser a origem de todas as respostas. Quando todos perguntam as mesmas coisas para as máquinas, recebem versões diferentes das mesmas ideias. O futuro da criação está justamente em quem conseguir fazer perguntas que ninguém mais está fazendo”, conclui.
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