Novo podcast propõe um desvio literário criativo e provocador em tempos de queda no número de leitores no Brasil
Dados da última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil revelam uma queda preocupante no hábito de leitura: o país perdeu cerca de 6,7 milhões de leitores em apenas quatro anos. Diante desse cenário, surgiu a iniciativa de três profissionais da área cultural que decidiram criar um novo canal de diálogo entre livros e leitores. O resultado é Leitores Desviados, podcast tem a proposta de abordar literatura de forma acessível, crítica e bem-humorada — sem seguir os caminhos convencionais.
Apresentado pela jornalista e atriz Amanda Gonçalves, pelo bibliotecário Daniel Sanches Pereira e pela jornalista e poeta Thais de Paula, o programa traz debates afiados sobre temas como “Leitura obrigatória funciona?” e “Todo mundo precisa ler?”, além de entrevistas surpreendentes e indicações literárias que fogem do radar tradicional.
O episódio de estreia discute o incentivo à leitura no Brasil. Já o segundo episódio, previsto para julho, foca nos autores independentes e suas trajetórias fora do circuito mainstream.
Disponível nas principais plataformas — Spotify, YouTube, Orelo e SoundCloud —, o podcast chegará em breve também ao Amazon Music e Deezer.
Nas redes sociais, Leitores Desviados forma uma comunidade descontraída e engajada. No Instagram (@leitoresdesviados), há spoilers dos episódios e desafios literários. No TikTok (@leitores.desviados), vídeos curtos mostram que literatura também pode ser pop. E no Bluesky, as conversas ganham profundidade para os leitores mais fervorosos.
Voltado a leitores que buscam novas perspectivas — sejam fãs de cultura pop, curiosos em busca de boas indicações ou quem simplesmente não encontra tempo para ler —, Leitores Desviados propõe uma abordagem livre e acessível da literatura. “A importância de falar sobre leitura, literatura e outros assuntos relacionados instigou a criação desse podcast”, explica Thais de Paula. “Queríamos um espaço fora dos circuitos tradicionais, onde fosse possível questionar o que se lê, como se lê e por que se lê. Não é sobre seguir regras, mas sobre promover descobertas e mostrar que a literatura pode ser viva, transformadora e ao alcance de todos.”
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