Durante o evento, Livia Osbi, Diretora de RH da BASF, mostrará como a indústria está redefinindo as relações de trabalho ao trocar a promessa de carreiras lineares por ecossistemas de aprendizagem e propósito diário
SÃO PAULO, maio 2026 – O modelo corporativo baseado em trajetórias longevas perdeu sua força em um cenário de incertezas globais e rápidas transformações. As novas gerações buscam empregadores que entreguem valor e acolhimento no presente. Para a BASF, uma das líderes mundiais na indústria química, o futuro do RH não é sobre criar amarras para “reter” talentos, mas sobre construir uma marca empregadora tão relevante e dinâmica que os profissionais escolham estar nela todos os dias.
Essa visão será o centro do debate de Livia Osbi, Diretora de RH da BASF, no São Paulo Innovation Week 2026 (SPIW), no dia 15 de maio, às 16h45, no Pacaembu. O evento, fruto da parceria entre o Estadão e a Base Eventos, reúne especialistas para discutir o impacto transversal da tecnologia em setores vitais para a sociedade. Dividindo o palco com lideranças de grandes marcas de tecnologia, a executiva levará a perspectiva de como uma indústria sólida tem se posicionado como na vanguarda da nova economia.
A mudança de mentalidade da companhia passa por entender novos comportamentos mapeados globalmente. A 9ª edição do estudo Global Trends da Ipsos identificou o fenômeno do “Novo Niilismo” – uma tendência, especialmente forte na Geração Z, de abandonar metas tradicionais de longo prazo para focar no “aqui e agora”.
“Nós precisamos desaprender a vender o futuro distante e aprender a entregar valor no presente. Não somos mais atrativos por prometer um caminho previsível. O desafio hoje não é como segurar as pessoas para sempre, mas sim como nos tornarmos tão relevantes que elas escolham estar conosco enquanto a jornada de crescimento fizer sentido para ambos os lados. O talento escolhe a empresa pelo significado do ambiente que ele vai vivenciar na próxima segunda-feira”, afirma Osbi.
Carreira em portfólio e performance sustentável
Para materializar essa transformação, a BASF redesenhou suas estruturas internas. O clássico plano de carreira linear e engessado deu lugar ao conceito de “carreira em portfólio”, um ecossistema focado na aceleração de repertório e mobilidade ágil.
Isso já é visível na porta de entrada da companhia. O Programa Todo Talento de estágio BASF foi reestruturado não para tratar o iniciante como um “talento para o futuro”, mas como um agente de impacto no presente, oferecendo autonomia desde o primeiro dia. Em paralelo, a campanha de employer branding “Nós criamos a mudança” tangibiliza essa proposta de valor ao conectar alta performance com sustentabilidade humana. “Não adianta um resultado estrondoso num trimestre se isso custar a saúde emocional e a inovação do time para o ano seguinte. Performance sustentável é nosso maior diferencial competitivo”, reforça a diretora.
Neste novo cenário, o papel da liderança também mudou. O líder focado no controle deu lugar ao “criador de contexto”, aquele que dá clareza de direção e segurança psicológica para o time tomar decisões, testar, errar rápido e aprender em velocidade máxima.
O digital a serviço do físico
Outro mito que a BASF busca desconstruir na busca por talentos é a ideia de que a inovação disruptiva acontece apenas no mundo dos aplicativos ou das redes sociais. Para a companhia, o maior desafio da atualidade – a transformação verde – exige a união do ambiente digital com a ciência profunda.
“O nosso convite para o jovem talento digital é direto: você quer usar sua fluência tecnológica apenas para otimizar o mundo virtual, ou quer liderar a transformação verde, usando a química e a ciência de dados para resolver problemas reais do nosso planeta?”, comenta Osbi.
Na BASF, esse talento passa a integrar uma comunidade técnica global onde inteligência artificial e engenharia avançada geram aplicações reais e patentes. E o Brasil tem um papel central nisso. “O talento brasileiro entende que aqui ele cria soluções que ganham escala internacional. É o ponto de encontro perfeito entre a inovação local e o impacto físico global”, conclui Livia.
Sobre o painel no SPIW - “Nova Geração nas Organizações”
Livia Osbi debaterá essas tendências em painel mediado por Paula Esteves (CEO da Cia de Talentos), ao lado de Nathalia Brandão (Head Global Education, TikTok) e Fernando Luciano (VP Pessoas, Vivo) às 16h45, no Pacaembu.
INSCRIÇÕES: https://saopauloinnovationweek.com.br/
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