Reindustrialização nos Estados Unidos impulsiona novas práticas de governança financeira em PMEs industriais

Reindustrialização nos Estados Unidos impulsiona novas práticas de governança financeira em PMEs industriais

Executivo brasileiro Elton Lemos apresenta métodos consolidados e adaptados para pequenas e médias empresas americanas, com foco em previsibilidade, padronização e acesso a crédito

O movimento de reindustrialização nos Estados Unidos está trazendo um novo fôlego ao setor industrial, mas também revela desafios estruturais para pequenas e médias empresas (PMEs), especialmente no campo da governança financeira. Apesar da presença de tecnologia de ponta e escala produtiva, persistem dificuldades como fragmentação de processos, uso parcial de ERPs e ausência de indicadores padronizados.

Segundo o executivo Elton Lemos, especialista em finanças corporativas, M&A, governança tributária, riscos e compliance em multinacionais do setor industrial, o diferencial não está em criar novos conceitos, mas em adaptar métodos já consolidados para a realidade das PMEs. “O que muda o jogo é tornar acessível o que já funciona, em versões enxutas, documentadas e acompanhadas de passos claros de implementação e medição”, explica.

A proposta do empresário reúne ferramentas como catálogos de KPIs financeiros e operacionais alinhados ao US GAAP, matrizes de riscos e controles por ciclo de processo, playbooks de ERP, checklists de conformidade e padrões de relatórios gerenciais. “Todos são instrumentos familiares ao mercado americano, mas que passam a ser oferecidos em formatos reduzidos e replicáveis”, destaca.

Segundo o especialista Elton Lemos, o plano de implantação prevê três etapas: diagnóstico por meio do Índice de Saúde Financeira (FHI), kits padronizados com treinamento para implementação em 90 dias, e monitoramento contínuo com auditorias internas e painéis de acompanhamento. “Um projeto-piloto pretende atender 100 PMEs industriais nos dois primeiros anos, com o FHI disponibilizado em formato público para permitir autoaplicação por empresas e associações setoriais”.

Na avaliação de Lemos, a padronização mínima de processos e relatórios pode aumentar a previsibilidade de caixa, reduzir retrabalho contábil e elevar a prontidão das PMEs para expansão orgânica, fusões e aquisições ou contratação de crédito, sem aumento desproporcional da estrutura administrativa.

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Larissa Fischer

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