Tecnologia brasileira pode frear a transmissão de vírus como a influenza

Tecnologia brasileira pode frear a transmissão de vírus como a influenza

CEO da Nanox destaca eficácia dos produtos antimicrobianos diante do aumento de doenças respiratórias no inverno

 

Na última semana, as regiões Sul e Sudeste do Brasil enfrentaram os dias mais frios do ano. Embora a previsão seja de que as temperaturas vão subir nos próximos dias, é importante manter a atenção à transmissão de doenças respiratórias, como as causadas pelo vírus influenza. Para minimizar os efeitos do contágio, a ciência já trabalha com soluções inovadoras, como os produtos antimicrobianos.

 

Com sede em São Carlos, no interior de São Paulo, a Nanoxreferência global de tecnologia antimicrobiana pioneira no desenvolvimento de soluções que combatem vírus, bactérias e fungos, utiliza nanotecnologia para eliminar a presença de patógenos nos objetos domésticos ou em espaços públicos. Isso porque a tecnologia antimicrobiana desenvolvida pela Nanox utiliza [entre outros componentes] nanopartículas de prata com ação antibacteriana natural aplicadas diretamente aos materiais. O resultado é uma “barreira” capaz de inativar a ação de microorganismos. 

 

Este mecanismo atua por meio da precipitação de proteínas [interrupção do funcionamento dos vírus e bactérias] e destruição da membrana celular, o que confere às superfícies sólidas uma ação microbicida contínua. “Com essa aplicação, conseguimos elevar a segurança microbiológica das embalagens, evitando a presença de contaminantes indesejados. Isso contribui diretamente para a saúde do consumidor e, em alguns casos, permite até a redução no uso de conservantes”, explica Gustavo Pagotto, Doutor em Nanotecnologia pela Unesp e CEO da Nanox.

 

Ainda de acordo com o executivo, muitas empresas ficaram mais conscientes com a conservação dos produtos compartilhados, sobretudo após a pandemia. Ele explica que mesmo sem um hospedeiro (no caso os humanos) os vírus podem manter-se vivos na superfície dos objetos contaminados, conforme apontado pelo estudo da Universidade de Oxford, que esclarece que ambos os vírus, influenza A e B, conseguem sobreviver de 24 a 48 horas em superfícies duras e não porosas, como objetos de aço inoxidável e plástico. 

 

“Nosso portfólio possui diferentes formulações, desde ativos 100% inorgânicos até sistemas biocidas híbridos [definição]. Com a tecnologia testada por profissionais, unimos a preservação dos produtos e proteção de quem os utiliza no dia a dia”, analisa o especialista.

 

Contaminação em dias frios

No início do inverno, o aumento das hospitalizações devido a problemas respiratórios é bastante comum. A maior exposição a microrganismos pode provocar gripes e feriados, sobretudo em pessoas com baixa imunidade. Baixas temperaturas também aumentam a sobrevida dos vírus, além da tendência de mais indivíduos frequentarem locais fechados. 

 

Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, os hospitais brasileiros estão relatando um aumento das hospitalizações por influenza em todas as regiões. Inclusive, os números variam de forma moderada a alta no Norte e no Centro-Sul do país.

 

Ainda conforme o Boletim da Fiocruz, o Brasil registrou mais de 50 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda apenas em 2025. Destes, 13% foram causados pelo influenza A; e 18% pelo Sars-CoV-2 (Covid-19), reforçando a necessidade de soluções efetivas, como produtos antimicrobianos.  

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Hever Costa Lima

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