Setor de EAD combina expansão de matrículas com iniciativas de empregabilidade; caso da UniFECAF ilustra movimento
O crescimento do ensino a distância no Brasil tem levado instituições de ensino a ampliar os pontos de contato entre formação acadêmica e mercado de trabalho. A expansão da modalidade vem acompanhada de iniciativas voltadas à empregabilidade, atualização curricular e aproximação dos estudantes com empresas.
A quarta edição do Indicador ABMES/Symplicity de Empregabilidade (IASE), divulgada em 2025, acompanhou 8.843 formados de 79 instituições de ensino superior. Segundo o levantamento, 85% dos participantes estavam inseridos no mercado de trabalho até 15 meses após a conclusão da graduação. A pesquisa também registrou aumento de 81% na renda média entre os participantes que já tinham renda antes da formação, de R$ 2.783 para R$ 5.045. Entre os formados, 65,8% passaram a atuar na área em que estudaram, com remuneração média de R$ 5.365.
Um exemplo desse movimento é o Centro Universitário UniFECAF, que possui uma rede de mais de 3 mil empresas parceiras. Segundo dados divulgados pela instituição, cerca de 90% dos alunos conseguem estágio ou emprego ainda durante a graduação.
A UniFECAF combina cursos online com encontros presenciais em polos de apoio e nos campi, buscando equilibrar a flexibilidade da educação a distância com atividades práticas e momentos de interação entre estudantes e professores.
Entre as ações realizadas pelo centro universitário está o Carreiras Talks, evento que reuniu cerca de 20 mil vagas em 2025 e manteve volume semelhante em 2026, incluindo oportunidades com possibilidade de contratação imediata. Recentemente, uma ação voltada a estudantes em busca de estágio reuniu mais de 500 participantes e cerca de 2 mil oportunidades.
Para Marcel Gama, CEO da UniFECAF, o desafio do ensino superior está em acompanhar o ritmo de transformação do mercado de trabalho:
“A formação profissional precisa acompanhar a velocidade com que novas tecnologias e competências passam a fazer parte da rotina das empresas. Por isso, o desafio do ensino superior não é apenas preparar o aluno para a profissão que existe hoje, mas também desenvolver a capacidade de acompanhar as transformações que virão.”
A fala acompanha uma tendência observada no ensino superior: a atualização das matrizes curriculares para incorporar temas relacionados a inteligência artificial, automação, análise de dados e gestão ágil, além da criação de estruturas de apoio à carreira, como orientação para currículo, LinkedIn, entrevistas e conexão com vagas.
Na UniFECAF, essas iniciativas também são realizadas por meio de canais digitais. Além dos eventos presenciais, conteúdos acadêmicos e atividades relacionadas à carreira são transmitidos online. O canal da instituição no YouTube reúne cerca de 30 mil inscritos, ampliando o alcance dessas ações para estudantes que acompanham a instituição a distância.
O cenário aponta para um desafio comum ao setor: sustentar a expansão do EAD sem perder qualidade acadêmica, experiência prática e vínculo com o mercado de trabalho. A combinação entre flexibilidade, formação aplicada e conexão profissional tende a ganhar espaço no debate sobre os próximos caminhos do ensino superior.
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