
Dados da última pesquisa TIC Educação mostram que 7 em cada 10 estudantes do ensino médio já utilizam ferramentas de IA em atividades escolares, mas apenas 32% receberam orientação adequada sobre como usá-las de forma segura e responsável. Diante desse cenário, o especialista em linguagem, desenvolvimento cognitivo e parceiro da Disal, Rodolfo Mattiello, separou 3 formas de usar a tecnologia de maneira consciente e útil na educação.
A presença da inteligência artificial na rotina educacional já é realidade no Brasil e cresce em ritmo acelerado. Entre professores, por exemplo, o avanço também é significativo: 56% já utilizam a IA no trabalho, índice acima da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
Para o especialista, o desafio deixa de ser o acesso à tecnologia e parra ser o uso consciente e estratégico. Por isso, a inteligência artificial deve ser encarada como uma ferramenta de apoio, e não de substituição do processo de aprendizagem. “Toda ferramenta pode potencializar o aprendizado, mas ela precisa estar a serviço do pensamento crítico. O aluno não pode deixar de pensar, ele precisa aprender a como utilizá-la como aliada, e não como um atalho”, explica.
Confira 3 dicas de como usar a inteligência artificial para beneficiar os estudos
- Apoio nos estudos
De acordo com a Pesquisa Percepção sobre a Inteligência Artificial na Educação, cerca de 84% dos estudantes já utilizaram a IA para estudar e 80% para resolver atividades. Com o uso cada vez mais frequente da tecnologia, cresce o risco de dependência e o uso passivo pode comprometer o desenvolvimento cognitivo e a autonomia do aluno. “A IA até deve ajudar o estudante a chegar em respostas, mas não entregar tudo pronto. O aprendizado acontece no processo, não apenas no resultado”, conta Mattiello.
- Checagem de informação
Apesar da alta adesão, muitos estudantes ainda não têm repertório para avaliar a qualidade das respostas geradas por inteligência artificial “O uso sem verificação pode levar à reprodução de erros, vieses ou desinformação. Não basta perguntar, é preciso questionar o que ela responde. Ensinar o aluno a validar informações, é tão importante quanto ensinar o conteúdo em si”, explica.
- Aula integrada
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Significare e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, mostrou que 80% dos professores reconhecem benefícios no uso de inteligência artificial no ensino. “Ainda assim, especialistas reforçam, que o papel do professor continua insubstituível no processo educativo, por isso há uma necessidade de capacitação para que professores aprendam a dar aulas integradas com livros, cadernos e tecnologias. O mestre ensina, os alunos replicam”, finaliza.
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