
O mercado automotivo ganhou fôlego em setembro. Foram 243,3 mil unidades vendidas no mês, alta de 2,9% frente a setembro de 2024 e de 8% sobre agosto. No ano, o acumulado chega a 1,91 milhão de veículos, crescimento de 2,8% na comparação com 2024, segundo a Fenabrave. Esses números indicam retomada gradual, mas ainda seletiva.
A reação ocorre em um ambiente de juros um pouco mais baixos, maior oferta de crédito e renovação de frota de locadoras e empresas. Os consumidores voltaram às concessionárias, porém com atenção ao custo total de propriedade, o que mantém os seminovos na disputa pelas preferências.
O que explica o aumento nas vendas em 2025
A confiança do consumidor melhorou com sinais de estabilidade econômica. Os compradores adiam menos a decisão e aceitam prazos um pouco mais longos, desde que a parcela caiba no orçamento. Já as concessionárias reagiram com bônus, facilidades na avaliação do usado e pacotes de manutenção programada.
O crédito ficou mais disponível. Os bancos ampliaram a aprovação para perfis com bom histórico e renda comprovada, e algumas financeiras reduziram taxas em linhas de 36 a 48 meses. Mesmo sem uma virada brusca, a combinação de entrada adequada e prazo ajustado destravou negócios represados desde o primeiro semestre.
A renovação de frota também pesou. Locadoras e empresas retomaram compras para reposição, abrindo espaço para trocas de modelo e negociação em volume. Esse movimento, além de elevar as vendas do zero quilômetro, alimenta a oferta de seminovos recentes no curto prazo.
Outro fator é o portfólio. As marcas aceleraram lançamentos e atualizaram versões com itens de segurança e conectividade de série. Híbridos leves e flex mais eficientes ampliaram o leque de opções, criando degraus de preço que ajudam a converter visitas em pedidos.
Como a alta impacta o mercado de usados
Quando o zero quilômetro sobe, o usado se movimenta junto. A maior procura por carros novos melhora a avaliação do veículo de troca e oxigena os estoques de seminovos. Isso mantém os preços relativamente firmes, sobretudo em modelos populares, automáticos compactos e utilitários leves bem conservados.
A entrada de frotas recentes aumenta a oferta de unidades com dois a três anos de uso e revisão em dia. Essa janela é estratégica para quem busca equilíbrio entre preço, consumo, seguro e valor de revenda. A competição maior entre lojistas também favorece condições de pagamento.
Carros novos em alta, mas vale a pena investir em um usado?
Depende do perfil. O zero quilômetro entrega garantia completa, tecnologia atual e custos previsíveis nos dois primeiros anos. Para quem roda muito, utiliza o carro a trabalho ou pretende permanecer com o veículo por um ciclo longo, o novo pode compensar, desde que a parcela não comprometa mais do que 20% a 25% da renda.
O seminovo segue forte quando o objetivo é pagar menos na largada e sofrer menor depreciação. Após o segundo ano, a perda de valor desacelera, o seguro tende a ser mais baixo e a manutenção é conhecida. Para quem pensa em trocar de carro em três anos ou menos, o usado geralmente preserva melhor o capital.
Sinais práticos para escolher entre novo e seminovo
Se a taxa efetiva do financiamento do zero quilômetro, somada ao seguro e IPVA, deixa a parcela apertada, avalie um seminovo de ano-modelo recente. Busque versões com histórico de revisões carimbadas e sem modificações que elevem o custo no dia a dia.
Se a diferença de preço entre um novo básico e um seminovo completo for pequena, considere o equipamento. Itens de segurança ativa, seis airbags e controle de estabilidade costumam pesar a favor das versões mais equipadas, mesmo com um ano a mais de uso.
Checklist essencial antes de fechar negócio
Consulte o histórico veicular para verificar débitos de IPVA e multas, restrições administrativas, passagem por leilão e registros de sinistro. Os relatórios evitam surpresas que inviabilizam a transferência ou encarecem o seguro.
Negocie a avaliação justa do usado de troca, compare Custo Efetivo Total entre propostas e simule cenários com entradas diferentes. Em ambos os casos, novo ou seminovo, planejamento e informação reduzem o risco e melhoram o preço final.
Na Motor Consulta, a verificação de procedência é feita em minutos com placa, chassi ou número do motor. Em um mercado que volta a crescer, decidir com base em dados é o que diferencia uma boa compra de um problema futuro.
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