Em meio aos debates na internet sobre ser CLT ou empreender, o interesse dos brasileiros em transformar uma atividade profissional em negócio também aparece nas buscas do Google. Segundo análise da Do Follow, agência especializada em link building, com base em dados do Google Trends, as pesquisas pelo termo “como formalizar um negócio” cresceram 30% nos últimos cinco anos.
O movimento ocorre em um ano de expansão na abertura de pequenas empresas. Segundo o Sebrae, 3,93 milhões de pequenos negócios foram abertos no Brasil entre janeiro e agosto de 2026, alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte representaram 96,6% dos novos CNPJs no período, enquanto os MEIs responderam por 77,3% das novas empresas. Os dados dimensionam um movimento que pode começar com uma atividade paralela, uma habilidade profissional ou uma oportunidade identificada no mercado.
No mês do empreendedorismo, comemorado em 4 de outubro, a trajetória da Do Follow ilustra uma dessas transições. A empresa nasceu dos trabalhos freelancers de Carolina Glogovchan e, com o aumento da demanda, ganhou estrutura, equipe e uma atuação especializada.
Quando o freela ganhou espaço próprio
Entre 2019 e 2020, Carolina começou a receber demandas de profissionais de SEO para participar de projetos enquanto ainda trabalhava presencialmente no regime CLT. Jornalista e profissional de marketing e conteúdo, ela já tinha experiência com produção de conteúdo e link building e passou a se dedicar a essas novas oportunidades.
A criação de uma agência, naquele momento, não fazia parte dos planos. O volume de projetos, porém, começou a mostrar espaço para transformar a atividade em uma especialização. Um trabalho relacionado ao mercado financeiro foi um dos projetos que ajudaram Carolina a perceber o potencial daquela frente.
Wellington Glogovchan acompanhava o crescimento das demandas e percebeu a sobrecarga. Na época, trabalhava em outra área e começou a ajudar nos projetos. Inicialmente, participava de tarefas como a produção de imagens para os textos. Aos poucos, passou a contribuir com organização e processos.
Com experiência em tecnologia da informação, Wellington trouxe uma perspectiva operacional para a atividade. O aprendizado veio da rotina dos projetos e da troca com profissionais do mercado. A atuação dos dois foi se tornando complementar até a formação da sociedade.
Da prestação de serviços à empresa
Uma parceria com outra agência ampliou a entrada de clientes e a procura por link building. Com mais projetos simultâneos, Carolina e Wellington precisaram reorganizar a atividade e criar processos que permitissem administrar o trabalho como uma empresa.
A formalização da Do Follow ocorreu ao final de 2022. A partir daí, entraram na rotina questões que não faziam parte da atuação como freelancer, como burocracia, planejamento, formação de equipe, delegação e precificação.
O preço dos serviços foi um dos principais aprendizados. Os valores praticados inicialmente não consideravam todos os custos envolvidos na operação de uma agência, o que levou os sócios a rever margens e a forma de estruturar as propostas comerciais.
A formação da equipe também marcou essa fase. Conforme outras pessoas passaram a assumir parte das atividades, Carolina e Wellington puderam concentrar mais tempo na gestão. Eventos, networking e a presença em nome da Do Follow passaram a integrar a construção da empresa.

(Foto: Carolina e Wellington – líderes da Do Follow)
O empreendedorismo que nasce de uma oportunidade
O amadurecimento da empresa também mudou a percepção dos sócios sobre o trabalho desenvolvido. O que começou como uma atividade conduzida por Carolina em paralelo ao emprego formal passou a envolver gestão, equipe, processos e decisões sobre os rumos do negócio.
“Antes, nosso objetivo era só entregar os links. Depois, vimos que conseguíamos realmente entregar valor aos clientes. Desenvolvemos uma visão de negócio, entendendo melhor as dores de cada cliente e como poderíamos atuar sobre elas”, analisa Carolina.
Hoje, Carolina é CEO e cofundadora da Do Follow, enquanto Wellington atua como COO e cofundador, com foco em processos operacionais e estratégicos. Hoje, a agência é especializada em Link Building, Brand Authority, Digital PR e SEO Off Page, com projetos voltados à construção de autoridade e presença digital das marcas.
A trajetória dos sócios mostra como uma atividade profissional pode ganhar novos contornos conforme surgem projetos, responsabilidades e decisões que ultrapassam a execução do trabalho. Na Do Follow, esse processo começou com o freela de Carolina, incorporou a atuação de Wellington e chegou à formação de uma agência especializada e reconhecida no seu nicho de atuação.
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