O ano de 2025 foi histórico para projetos de impacto na cultura e no esporte, graças ao crescimento no volume de investimentos, via leis de incentivo fiscal. A Lei Rouanet, a mais conhecida e utilizada para fomentar iniciativas culturais, registrou números relevantes: 22.500 propostas encaminhadas ao Ministério, sendo 8.937 delas aprovadas e mais de 4.500 executadas, totalizando uma captação de recursos de R$1,59bilhão.
No esporte não foi diferente. A lei que rege o setor (Lei de Incentivo ao Esporte) beneficiou 7mil projetos, desde categorias de base até as de alto rendimento, com uma captação de R$ 1,2 bilhão em 2025.
A Brada, plataforma que conecta iniciativas de impacto a potenciais patrocinadores, via leis de incentivo, vem observando um aumento na movimentação por parte de empresas e empreendedores, por três motivos: a crescente importância da agenda ESG (Ambiental, Social e Governança); a busca das corporações por ações de impacto mensurável; e a disseminação de informações junto ao mercado, estimulando o interesse de marcas e de organizações.
Um levantamento realizado pela Brada, a partir dos atendimentos realizados em 2025, identificou particularidades na dinâmica dos investimentos sociais em cada região brasileira. Observou-se uma concentração maior de proponentes na região Sudeste, o que reflete também a dinâmica histórica das Leis de Incentivo no Brasil.
Em termos percentuais, a distribuição aproximada é de que o Sudeste cadastrou de 55% a 60% dos projetos na plataforma, a região Sul, respondeu por cerca de 20%, o Nordeste, representou 15% das proposições, o Centro Oeste, teve 7% de representação e o Norte, com um índice entre 3% a 5%.
Os estados com maior número de propostas são Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, que concentram grande parte dos produtores culturais, de instituições esportivas estruturadas e de empresas incentivadoras. No entanto, a Brada tem observado um crescimento consistente de projetos vindos do Nordeste e do Sul, sobretudo em iniciativas ligadas à economia criativa, esporte e impacto socioambiental.
Entre os projetos que mais demandam recursos dentro da plataforma Brada, o audiovisual lidera, com projetos de longas, documentários, séries e produções independentes. Festivais de música e eventos culturais de grande porte aparecem em segundo lugar e em terceiro lugar, Feiras e eventos de economia criativa, inovação e impacto social
“De maneira geral, notamos que as companhias procuram direcionar os recursos a projetos na mesma área de atuação, criando assim uma estratégia que fortalece o próprio marketing, valoriza a imagem institucional, auxilia no alcance de metas ESG e ainda promove experiências positivas à sociedade”, explica a CEO da Brada, Vanessa Pires.
Para 2026, a Brada permanece otimista, mesmo diante de um contexto de complexidade regulatória, e prevê novidades. “Daremos continuidade ao desenvolvimento de uma plataforma voltada à Lei do Bem e reforçaremos o investimento em segurança, transparência e eficiência para nossos clientes, por meio da mensuração de impacto em tempo real e do monitoramento 100% transparente da execução dos projetos, quesitos fundamentais em um ambiente de maior escrutínio fiscal”, revela a executiva.
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