Sindicato do calcário reforça necessidade da correção da acidez do solo na agricultura de São Paulo

Sindicato do calcário reforça necessidade da correção da acidez do solo na agricultura de São Paulo

Uma reunião na Fiesp avaliou a situação atual e as perspectivas para a cadeia produtiva da mineração paulista, incluindo o setor industrial que produz calcário e derivados para uso agrícola. A plenária da Divisão da Cadeia Produtiva da Mineração (COMIN/ DECONCIC) aconteceu no último dia 25 de abril, na sede da Fiesp, em São Paulo.

São Paulo consome perto de 5 milhões de toneladas de calcário por ano. Também comercializa o insumo agrícola para outros estados vizinhos, bem como parte desses produtos o agronegócio paulista adquire em estados vizinhos.

A melhoria do ambiente de negócios e o incentivo à correção da acidez do solo, principal função do calcário nas plantações, faria com que o consumo no estado aumentasse cerca de 30%, garantindo maior produtividade de alimentos e energia para o estado e para o país – além da pauta exportadora. Hoje, São Paulo é o quinto maior consumidor do insumo, no ranking dos estados brasileiros.

Os dados foram apresentados na plenária pelo vice-presidente do Sindical, Fábio Vitti. A reunião foi conduzida por Sandra Maia, diretora do da Divisão da Cadeia Produtiva da Mineração (COMIN), ligada ao Departamento da Indústria da Construção e Mineração (DECONCIC/FIESP).

Outros nove setores da mineração paulista apresentaram dados de consumo e tendências para os próximos anos. Representantes de órgãos governamentais estaduais e federais acompanharam as falas dos dirigentes de entidades industriais.

Programa Solo + Fértil

Integrante do Comin, Fábio Vitti também destacou a necessidade de o programa Solo + Fértil ser ampliado no estado. A ação envolve o governo estadual, com apoio das indústrias de calcário. Porém, o programa prevê o incentivo à análise de solo, calagem – etapa em que há o emprego do calcário – e a adubação.

Essas 3 ações são fundamentais em países com solos ácidos, como o Brasil.  Porém, em cerca de 340 mil unidades de produção em São Paulo, somente 45% fazem análise de solo, 32% adotam a calagem com regularidade e 52% realizam adubação das terras cultivadas.

“Há toda uma relação nessas 3 ações. A análise apontará as melhores decisões quanto ao solo, enquanto o calcário não só contribuirá com a planta como ampliará os efeitos dos fertilizantes”, afirmou Vitti.

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