Nuvem leva segurança, privacidade e compliance para a mesa dos conselhos
Fiscalização mais rigorosa da ANPD, avanço do uso e da regulamentação de IA e expansão dos ambientes multicloud apontam para a importância de governança digital na estratégia de negócios das empresas brasileiras, segundo a Claranet no Brasil
São Paulo, 10 de setembro de 2026 - A nuvem deixou de ser apenas uma escolha de infraestrutura de TI. É onde estão dados, aplicações e parte relevante da operação das empresas. Até por isso, também passou a concentrar riscos que chegam à mesa dos conselhos de administração. O avanço da Inteligência Artificial Generativa, o aumento do volumede dados sensíveisprocessados em ambientesde nuvem e o maior rigor das autoridades de proteção de dados estão mudando a forma como as empresasbrasileiras tratam segurança, privacidade e compliance.
Para a Claranet, provedora global de serviços de Cloud, AI, Data, Cybersecurity, Applications e Workplace, essa mudança também é resultado do crescimento dos investimentos em IA e analytics, do aumento dos incidentes de vazamento de dados, da aplicação de multas por autoridades de proteção de dados e da pressãode investidores, clientes e parceiros por maior governança digital e resiliência operacional.
“Privacidade e compliance na nuvem deixaram de ser uma pauta técnica. Hoje, elas envolvem diretamente a continuidade do negócio. Um incidente de dados não afeta só a operação como também compromete reputação e a confiança de clientes e parceiros. É por isso que essa conversa chegou ao conselho de administração”, afirma Luciano Simão, CISO da Claranet no Brasil.
Um dos desafios das empresas ainda é saber exatamente quais dados possuem, onde estão armazenados e quem tem acesso a eles. A situação fica mais complexa em ambientes híbridos e multicloud, nos quais diferentes provedores trabalham com controles e modelos operacionais próprios. A escassez de profissionais especializados segue como um obstáculo.
Outro ponto que, segundo a Claranet, ainda provoca incidentes é a percepção de que a migração para a nuvem transfere ao provedor toda a responsabilidade pela segurança. O modelo é de responsabilidade compartilhada, ou seja, cabe ao provedor proteger a infraestrutura, enquanto dados, identidades, aplicações, configurações e processos de governança permanecem sob responsabilidade do cliente/empresa.
“Ainda vemos empresas tratando a migração para a nuvem como uma transferência total de responsabilidade. Porém, não funciona assim. O provedor protege a infraestrutura, mas dados, identidades, aplicações e configurações continuam sendoresponsabilidade do cliente. Boa parte dos incidentes que investigamos nasce exatamente dessa lacuna de entendimento”, explica Simão.
A proteção de dados em ambientes multicloud exige padronização de políticas, gestão centralizadade identidades, monitoramento unificado e controlesconsistentes. Entre as medidas recomendadas estão classificação de dados, criptografia em trânsito e em repouso, gestãode identidades e acessos, segmentação de ambientes, monitoramento contínuo, ferramentas de Data Loss Prevention (DLP), gestão de chaves criptográficas e revisões periódicas de acesso.
Inteligência Artificial: um novo capítulo
A Inteligência Artificial Generativa acrescenta outracamada de risco.O principal desafio é evitar que informações sensíveis sejam expostas durante treinamento, inferência ou integração com modelos de IA. Entram nessa discussão soberania dos dados, explicabilidade, retenção de informações e governança sobre o uso corporativo dessas ferramentas, inclusive diante da utilização não homologada por colaboradores.
No Brasil, a LGPD continua sendo a principal referência regulatória. Dependendo do setor e da atuação internacional, as empresas também precisam considerar GDPR, resoluções do Banco Central, normativos da SUSEP, requisitos da ANS e do setor de saúde, o Marco Civil da Internet e regulamentações relacionadas à IA e à resiliência operacional digital.O cenário tende a ganhar novas exigências com o avanço do Marco Legal da IA no Congresso Nacional.
“Com o avanço da regulamentação de IA e uma ANPD mais atuante,compliance deixou de ser um projeto pontual de auditoria. Governança de dados, criptografia e monitoramento contínuo precisam estar automatizados e integrados à operação, não tratados como um checklist pontual do departamento de TI”, afirma o CISO.
A companhia atende clientes dos setores financeiro, saúde, indústria, varejo e governo e considera as exigências regulatórias específicas de cada segmento. Seu modelo de responsabilidade compartilhada é complementado por matrizes RACI, contratos, políticas operacionais e processos de governança que definem controles, responsáveis e revisões periódicas. A operação segue padrões reconhecidos internacionalmente, como ISO 27001 e ISO 9000, além de outras certificações aplicáveis conforme região,serviço e requisitos dos clientes, com auditorias externas independentes realizadas regularmente.
A Claranet mantémainda processos para atendimento aos direitos previstospela LGPD e um procedimento formal de resposta a incidentes, que inclui investigação, comunicação aos clientes impactados e acionamento das autoridades competentes quando exigido pela legislação aplicável.
“A nuvem não é mais só uma simples plataforma tecnológica. Ela hospeda toda a operação, os dados e a reputação da empresa. Organizações que tratam segurança, privacidade e compliance como parte da estratégia e não apenas como exigência regulatória, chegam mais preparadas para crescer com confiança em um ambientecada vez mais orientado por dados e inteligência artificial”, conclui Simão.
Sobre a Claranet
A Claranet é uma provedora global de serviços de tecnologia com um propósito claro: impulsionar o futuro digital dos clientes. Com expertise em Cloud, AI, Data, Cybersecurity, Applications e Workplace, atua de forma consultiva, apoiando empresas em todas as etapas na jornada da transformação digital, desdea estratégia até a implementação de soluções personalizadas, com eficiência.
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